Consumindo Web-Service PHP através do ASP.NET (C#)

Já passou por aqui um post sobre de como consumir um web-service, mas era em ASP.NET. Agora como consumir um web-service em PHP? Da mesma forma. Não muda! O fato de escrever esse post é apenas e pelo simples fato de ter um certo inconveniente na elaboração do web-service em PHP.
Se procurar na net, recomendo o artigo de Maurício Reckziegel da iMasters que é muito bom e explica certinho como fazer. Se você seguir à risca o que está escrito irá conseguir elaborar um web-service em PHP normalmente e irá conseguir consumir, menos em ASP.NET. Não é que a matéria esteja errada, é porque o ASP.NET é chato com a validação do WSDL que é gerado pelo PHP. O documento (WSDL) tem que ser gerado na mão e, quando não é gerado de forma automática, estamos susceptíveis ao erro. Com o web-service em PHP é assim...
Então, digamos que você tenha elaborado o web-service em PHP e já fez referência na sua aplicação. Contudo sua aplicação pode dar erro ou retornar nada. Primeiramente, todo WSDL que iremos usar deve ser validado antes de ser devidamente consumido. O Visual Studio dispõe de uma ferramenta que valida e gera a classe consumidora (que não precisar ser usada pois está intrínseco na ferramenta). Vá em Iniciar > Todos os Programas > Microsoft Visual StudioVisual Studio ToolsVisual Studio 2008 Command Prompt. Irá abrir um prompt de comando. Escreva por exemplo: wsdl http://thiagomarcal.blogspot.com/webservice.php?wsdl . Se der tudo certo, irá surgir um resultado semelhante a esse:


Se estiver tudo OK, então pode usar tranquilamente, caso contrário irá surgir o seguinte problema:

Microsoft (R) Web Services Description Language Utility
[Microsoft (R) .NET Framework, Version 2.0.50727.3038]
Copyright (C) Microsoft Corporation. All rights reserved.

Warning: This web reference does not conform to WS-I Basic Profile v1.1.

Ou seja, o WSDL gerado pelo PHP não está conforme o padrão. Dando uma alterada aqui e ali, podemos usar o seguinte código para gerarmos o web-service em PHP dentro dos conformes:

<?php
// Requerimento aos componentes
require_once('nusoap/nusoap.php');
include("class.phpmailer.php");
include("class.smtp.php");


// Criação da instância
$server = new soap_server();


// Registro do método
$server->register('EnviaMail');


// WSDL
$server->configureWSDL('server.EnviaMail','urn:server.EnviaMail');
$server->wsdl->schemaTargetNamespace = 'urn:server.EnviaMail';
// registra o método a ser oferecido
$server->register('EnviaMail', //nome do método
array('email' => 'xsd:string'), //parâmetros de entrada
array('return' => 'xsd:string'), //parâmetros de saída
'urn:server.EnviaMail', //namespace
'urn:server.EnviaMail#EnviaMail', //soapaction
'rpc', //style
'literal', //use
'Retorna se o e-mail foi enviado' //documentação do serviço
);


// Definição do método a ser utilizado
function EnviaMail($email) {
return "E-email enviado com sucesso!";
}


// Requisição para uso do serviço
$HTTP_RAW_POST_DATA = isset($HTTP_RAW_POST_DATA) ? $HTTP_RAW_POST_DATA : '';
$server->service($HTTP_RAW_POST_DATA);
?>

Perceberam a diferença? Praticamente nenhuma, mas há: o estilo do documento. Não irei entrar em detalhes, mas dois tipos de documentos mais usados: encoded e literal (veja mais nesse artigo). Use literal! Com isso seu web-service será consumido certinho...
Se estiver com o erro: O cliente encontrou o tipo conteúdo de resposta de ' text/html; charset = utf-8 ', mas era esperado 'text/xml' ou The client find the answer 'text/html', but was expected 'text/xml'. verifique se seu web-service está imprimindo conteúdo HTML (echo) e comprometendo o retorno dos dados. Tranquilo, né?

Problemas de cache no SQL Server

Se você estiver recebendo uma mensagem do tipo:

O SQL Server encontrou %d ocorrência(s) de liberação de armazenamento em cache para o cache '%s' (parte do cache do esquema) devido à manutenção do banco de dados ou operações de reconfiguração.
ou
SQL Server has encountered %d occurrence(s) of cachestore flush for the '%s' cachestore (part of plan cache) due to some database maintenance or reconfigure operations.
É porque, segundo a MSDN, ao limpar o cache do plano gera uma recompilação de todos os planos de execução subseqüentes e pode provocar uma queda repentina e temporária no desempenho da consulta. Para cada armazenamento em cache limpo no cache do plano, aparece a mensagem supracitada.

Para resolver isso, basta ir no banco correspondente, clicar com o direito sobre ele e escolher Properties (Propriedades). Entre em Options (Opções) e configure o Auto-Close (Fechamento Automático) para False.

Error 500 Internal Server Error - Como descobrir o problema

Quando dá esse erro muitas pessoas tremem só de ver! Abaixo darei uma dica para quem é marinheiro de primeira viagem e se depara com isso.

Essa tela é gerada pelo IIS para camuflar o erro para o usuário. Se a aplicação não for bem tratada quanto a erros, esse é o último recurso que o IIS faz para não exibir o erro na tela. Seria bem incômodo para o usuário ver na tela o erro de seu site, por exemplo. Para quem está gerenciando a aplicação é incômodo até certa parte, pois muitas vezes o desenvolvedor resolve o problema mais olhando o erro do que analisando log, events, etc. Pois bem, vamos lá!

Abra o IIS e procure pela função Error Pages (Páginas de Erro) no módulo IIS. Entre e procure pelo link Edit Resource  Settings (Editar Configurações de Recurso). Ao abrir, a tela de Edit Error Pages Settings (Editar Configurações de Página de Erro) escolha a opção Detailed errors (Erros detalhados) e OK.


Ou, mais especificamente para o ASP.NET, procure a função .NET Error Pages (Páginas de Erro do .NET) no módulo ASP.NET. Entre e procure pelo link Edit Resource  Settings (Editar Configurações de Recurso). Ao abrir, a tela de Edit Error Pages Settings (Editar Configurações de Página de Erro) escolha a opção Desactive (Desativar) e OK.


Com isso, a depender do erro, já estarão sendo enviados para a tela. Lembram do post sobre segurança? No web.config, deixe o customErrors com o atributo mode="Off" caso necessário para que os erros sejam exibidos.

Caso ainda não tenha descoberto o problema, acesse a configuração do ASP  no módulo IIS. Expanda a propriedade Debugging Properties (Propriedades de Depuração) e coloque como True a função Send Errors to Browser (Enviar Erros ao Navegador).


Isso deve ser mais do que o suficiente para exibir o erro e identificar qual o problema está na aplicação. Lembrando que, se preferível, não deixar o erro ser exibido para o cliente. Deve-se fazer o possível para tratar e localizar adequadamente o problema. Segurança em primeiro lugar!

Cufon na Master Page

Para quem está com problemas no carregamento/aplicação do Cufon quando estiver usando Master Page, chame-o da seguinte forma:

<script>
Cufon.now();
function pageLoad(sender, args) {
      Cufon.refresh();
}
</script>

Assim ele aplica corretamente após o carregamento da página.

Out of Memory at Line - Memória Insuficiente

Dica rápida para quem tiver esse tipo de problema: remova o atributo LoadScriptsBeforeUI='false' from ScriptManager. Dentro de Grid editáveis ou em formulários dinâmicos a validação do Javascript falha quando estiver fazendo esse tipo de otimização.

Integração ASP.NET (C#) com o Google Analytics

Nesse artigo irei demonstrar como fazer consultas no Google Analytics, de um determinado site, para ser usado em cálculos estatísticos afim de gerar gráficos semelhantes. Ou seja, irei demonstrar como fazer a consulta e retornar os dados. Os gráficos e exposição dos dados ficará ao seu critério. Ao final poderá ter algo assim:


Primeiramente e óbvio, é preciso dos dados da conta Google como o e-mail e senha para autenticação. Cada site cadastrado no Analytics tem um ID do Perfil e ele pode ser localizado na seguinte página  de Configurações do Perfil. Através desse Id é que consultamos os dados de um determinado site.


Com esses dados em mãos, vamos ao entendimento da integração. O Google disponibilizou um framework que auxilia na consulta e retorno de dados em .NET e ela pode ser baixada no Google GData. Dentro dela contêm vários binários mas precisaremos apenas dos seguintes:

  1. Google.GData.Analytics.dll
  2. Google.GData.Client.dll
  3. Google.GData.Extensions.dll

Adicione-os ao seu projeto. Mas antes de começar a programar isso, vamos ao entendimento das consultas realizadas. No link http://code.google.com/intl/pt-BR/apis/analytics/docs/gdata/gdataExplorer.html tem um simulador que será similar à consulta feita pela sua aplicação. Já no link http://code.google.com/intl/pt-BR/apis/analytics/docs/gdata/gdataReferenceDimensionsMetrics.html contêm toda as especificações necessárias.
Como não gosto de perder tempo e, para muitos pode ser um pouco confuso o seu entendimento logo de cara, vamos fazer uma abstração:

  • ids: é o ID do Perfil conforme vimos anteriormente;
  • dimensions: vamos "acatar" que seja os relacionamentos (linhas)  (não é obrigatório);
  • metrics: vamos "acatar" que seja o que deseja buscar (colunas);
  • segment: especificação do tipo de consulta (não é obrigatório); 
  • filters: é o WHERE da consulta (não é obrigatório);
  • sort: ordenação  (não é obrigatório);
  • start-date: data de início (formato yyyy-MM-dd);
  • end-date: data final (formato yyyy-MM-dd);
  • start-index: serve para paginar dados (como o MySQL usa o LIMIT);
  • max-result: quantidade máxima de registros retornados.

Essa é a explicação mais entendível possível e que posso passar para vocês. Logo, antes de botar a mão na massa, sugiro fazer várias simulações e ver como é retornado os objetos. De acordo com a simulação que fiz, por exemplo, e de acordo com a figura seria a seguinte busca:

"Me retorne todas as cidades, que visitaram meu blog, com suas respectivas quantidades de visitas no período de 03/07/2011 a 17/07/2011 ordenada por cidade. Só me traga os 50 primeiros registros."

Então, me seria retornado a seguinte "tabela":


Ficou claro? Tranquilo, né? A pior parte já passou. Agora, porquê escrevi "tabela"... Porque não é! Lembra que abstraímos para que seja isso. Sabendo de como a API trabalha então bastemos implementar. Vamos lá! Pode-se criar uma classe ou incorporar na mesma página o código. Fica a seu critério!

Adicione os seguintes namespaces:

using Google.Analytics;
using Google.GData.Analytics;
using Google.GData.Client;
using Google.GData.Extensions;

Também as variáveis abaixo são necessárias para a devida autenticação e consulta nas quais descrevem:

// Variáveis
string user; // Usuário da Conta Google Analytics
string pass; // Senha  da Conta Google Analytics
string id_tabela; // ID do Perfil

// Inicialização
user = "email@gmail.com";
pass = "senha";
id_tabela = "ga:30897221"; // Tem que colocar a string "ga" na frete do ID do Perfil

Agora adicione os seguinte métodos:

/// <summary>
/// Consulta o Analytics
/// </summary>
/// <param name="query"></param>
    private DataFeed ConsultaAnalytics(DataQuery query)
    {
        AnalyticsService asv = new AnalyticsService("gaExportAPI_acctSample_v2.0");
        asv.setUserCredentials(user, pass);
        String baseUrl = "https://www.google.com/analytics/feeds/data";
        query.Ids = id_tabela;
        query.Uri = new Uri(baseUrl);
        return asv.Query(query);
    }


/// <summary>
/// Retorna o resultado da consulta
/// </summary>
/// <param name="query"></param>
/// <returns></returns>
    private DataTable RetornaTabela(DataQuery query)
    {
        DataTable resultado = new DataTable();
        DataFeed feed = ConsultaAnalytics(query);
        if (feed.Entries.Count > 0)
        {
            // Cria as colunas
            DataEntry colunEntry = feed.Entries[0] as DataEntry;
            foreach (Dimension colundimension in colunEntry.Dimensions)
                resultado.Columns.Add(new DataColumn(colundimension.Name.Substring(3)));
            foreach (Metric colunmetric in colunEntry.Metrics)
                resultado.Columns.Add(new DataColumn(colunmetric.Name.Substring(3)));          


            // Insere os dados
            foreach (DataEntry singleEntry in feed.Entries)
            {
                DataRow rw = resultado.NewRow();
                foreach (Metric metric in singleEntry.Metrics)
                    rw[metric.Name.Substring(3)] = metric.Value;
                foreach (Dimension dimension in singleEntry.Dimensions)
                    rw[dimension.Name.Substring(3)] = dimension.Value;
                resultado.Rows.Add(rw);
            }
        }
        return resultado;
    }

Óbvio que essas são apenas sugestões de implementações e você podem mudar o quanto achar melhor a depender de sua unidade de negócio. Agora vamos fazer aquela consulta:


        // Dados da consulta
        DataQuery q = new DataQuery();
        q.Dimensions = "ga:city";
        q.Metrics = "ga:visits";
        q.GAStartDate = DateTime.Parse("03/07/2011").ToString("yyyy-MM-dd");
        q.GAEndDate = DateTime.Parse("17/07/2011").ToString("yyyy-MM-dd");
        q.Sort = "ga:city";
        q.NumberToRetrieve = 50;


        // Resultado
        DataTable resultado = RetornaTabela(q);


Pronto! Irá me retornar um DataTable com aquela tabela de dados. Basicamente todas aquelas informações que você vê no Analytics são vindas em formato tabela e que, posteriormente, são feitos tratamentos e cálculos sobre eles. Como disse no início do artigo, agora basta usar a tabela de dados conforme desejar...
Espero que tenham gostado depois de um tempo sem postar nada...

Mega Post de Erros

Lidar com erros é algo realmente muito chato... Chato demais! Esses dias fui convocado para fazer um certo trabalho de migração entre servidores. Um desses servidores era um Cloud Server Pro da Locaweb. Em muitos posts que aqui escrevi tem um pouco retratando sobre a Locaweb. Trabalho e já trabalhei muito com ela e sei de todos os seus passos e "artimanhas" de atendimento... O antigo Cloud Server foi até tranquilo de trabalhar, mas esse novo... Vamos aos problemas!

Uma dica que dou sempre quando alguém quer contratar um servidor: leiam muito sobre os prós e contras. Os prós vejam no próprio site do prestador, os contras vejam nos relatos de usuários. No post a seguir não estou jogando a Locaweb contra a parede, apenas estou expondo erros que podem ser sanados de forma fácil mas que burocraticamente é jogado para o cliente se virar (nos 30!).

Nesse Cloud Server vem embutido o Plesk. Em poucas palavras serve para gerenciar a hospedagem através de uma interface web. É uma boa ferramenta de gerência, tem tudo para gerenciar sua hospedagem. Só que esse demais gera ocupação demais (redundância) de espaço em disco. Dos 50 Gb que você contrata, 40Gb é para o sistema operacional e 10Gb para seus arquivos. Sendo que dos 10Gb é para todos os seus arquivos, e-mails, banco de dados, etc. Ou seja, apenas usufrui dos 10Gb um pouco menos que 9Gb e olhe lá.

Bem, dizem que vem tudo preparado e instalado para usar... Verdade até certa parte! Quem está usando e é iniciante vai ver que é mil maravilhas. Dá para fazer o básico de tudo. O problema vem a seguir...

Um cliente contratou o Cloud Server gerenciado pelo cliente (ou seja, sobrou para o usuário final) e me passou para configurar e deixar no ponto de uso fazendo toda a migração e instalação. Em um passe de mágica surgem os problemas...

Os bancos de dados que vem são o MS SQL Server 2008 e o MySQL. Não há interface para dump e recovery das bases forçando a usar o Plesk para isso, mas não queria. Onde está o Management Studio 2008? Onde está o MySQL Workbench? Como vou fazer para migrar as bases? Gerar script de bancos gigantes? Nem pensar! Preciso instalar!

Mas como instalar esses aplicativos? Se fazer download, gera tráfego. Se pedir para a Locaweb tem que pagar e se pedir, de graça, não instala! Lembrando que esses aplicativos, no mínimo, são gratuitos e deveriam estar em uma zona em que os usuários pudessem obtê-los de forma fácil e sem cobrança. Pois bem, feito o download, hora de instalar. Abrindo o executável (lembrando que tem que ser a da versão 64bits) dá aviso de incompatibilidade. É preciso instalar o Service Pack 1 do SQL Server 2008 (mais tráfego). Baixado o SP1 é preciso instalá-lo. Tranquilo e instalado sem problemas. Hora de instalar o Management Studio...

Ao tentar abrir, outro problema?!?! É preciso do Framework 3.5! Incrivel... No Cloud Server vem instalado a versão 2.0 e 4.0 do Framework ASP.NET mas não tem a 3.5 ativado. Menos mal, porque no Windows Server 2008 é nativo, basta ativar. Realize os seguintes passos (retirado do Wiki):

  1. Clique em Start, Administrative Tools e selecione Server Manager;
  2. Na interface, clique em Features e clique em Add Features;
  3. Selecione a primeira opção .NET Framework 3.5.1 Features e adicione todos seus dependentes;
  4. Conclua a instalação do Framework.

Agora sim, tudo pronto! Vamos instalar o Management Studio. Clica no instalador e... Erro! Caramba... de novo!


TITLE: SQL Server Setup failure.
-------------------------------


SQL Server Setup has encountered the following error:


Invoke or BeginInvoke cannot be called on a control until the window handle has been created.


A dica é: feche o Windows Explorer! Por algum motivo, a instalação do Management Studio não inicia quando o Windows Explorer estiver em aberto. Copie para a Área de Trabalho e abra o instalador... Agora sim! Depois de tanta malemolência pelo menos iniciemos a instalação. Para quem tem dúvidas e um passo-a-passo bem explicativo de como instalar o Management Studio, acesse aqui o post de Marcos dell Antonio. Há uma dica bem interessante que pode confundir o usuário na hora da instalação. Terminado a instalação, menos um item da lista de afazeres.

Consegui conectar ao SQL Server local, criei as bases, usuários, fiz restores, configurei o backup, providenciei tudo o que tinha que fazer onde o Plesk jamais pensaria em um dia ser. Agora o principal, testar um website. Publiquei o site no IIS e abri o navegador para visualizar. Erro!

Could not load type 'System.ServiceModel.Activation.HttpModule' from assembly 'System.ServiceModel, Version=3.0.0.0, Culture=neutral, PublicKeyToken=b77a5c561934e089'.

Sabe o porquê disso? Eu instalei o ASP.NET 3.5 depois que eu já tinha a versão 4.0 instalada por causa do Management Studio então gerou conflito nas DLL's. Para resolver, faça o seguinte:

  1. Vá para a pasta C:\Windows\Microsoft.NET\Framework64\v4.0.30319;
  2. Execute o comando aspnet_regiis.exe -iru


Agora vamos testar! Abri o navegador e digitei o endereço e... Mais erro!

There is a duplicate 'system.web.extensions/scripting/scriptResourceHandler' section defined

Mais conflitos! Se você tiver outra versão do System.Web.Extensions instalado, devido ao ASP.NET AJAX por exemplo, a versão que está no GAC do sistema difere da que você quer chamar ocorrendo ambiguidade. O correto seria alterar os assemblys mas como isso é muito trabalhoso e pode acontecer algum imprevisto para aqueles que não sabem manuseá-las, então aconselho o seguinte: remova toda a sectionGroup do seu web.config ou comente-as:

<!--
<sectionGroup name="system.web.extensions" type="System.Web.Configuration.SystemWebExtensionsSectionGroup, System.Web.Extensions, Version=1.0.61025.0, Culture=neutral, PublicKeyToken=31bf3856ad364e35">
<sectionGroup name="scripting" type="System.Web.Configuration.ScriptingSectionGroup, System.Web.Extensions, Version=1.0.61025.0, Culture=neutral, PublicKeyToken=31bf3856ad364e35">
<section name="scriptResourceHandler" type="System.Web.Configuration.ScriptingScriptResourceHandlerSection, System.Web.Extensions, Version=1.0.61025.0, Culture=neutral, PublicKeyToken=31bf3856ad364e35" requirePermission="false" allowDefinition="MachineToApplication" />
<sectionGroup name="webServices" type="System.Web.Configuration.ScriptingWebServicesSectionGroup, System.Web.Extensions, Version=1.0.61025.0, Culture=neutral, PublicKeyToken=31bf3856ad364e35">
<section name="jsonSerialization" type="System.Web.Configuration.ScriptingJsonSerializationSection, System.Web.Extensions, Version=1.0.61025.0, Culture=neutral, PublicKeyToken=31bf3856ad364e35" requirePermission="false" allowDefinition="Everywhere" />
<section name="profileService" type="System.Web.Configuration.ScriptingProfileServiceSection, System.Web.Extensions, Version=1.0.61025.0, Culture=neutral, PublicKeyToken=31bf3856ad364e35" requirePermission="false" allowDefinition="MachineToApplication" />
<section name="authenticationService" type="System.Web.Configuration.ScriptingAuthenticationServiceSection, System.Web.Extensions, Version=1.0.61025.0, Culture=neutral, PublicKeyToken=31bf3856ad364e35" requirePermission="false" allowDefinition="MachineToApplication" />
</sectionGroup>
</sectionGroup>
</sectionGroup>
-->

No caso comentei o sectionGroup do System.Web.Extension que pode estar na versão 1.0, 2.0 ou 3.5 que for.

Agora vamos lá! De pés juntos e mãos dadas: Abre o navegador e... e... e... Funcionou! Depois de um árduo trabalho aparentemente tudo estava normal. Vamos testar outros sites e... e... e... Mais erros!

Quem ainda não está acostumado a trabalhar com Windows Server 2008 e IIS 7 terá que aprender muito sobre permissões e tratamento de erros. Incontestavelmente a tela do erro 500 irá aparecer e muito se sua aplicação não estiver configurada adequadamente para o IIS 7. Nem sempre a mesma aplicação que está no IIS 6 irá funcionar no IIS 7. Então eis que surge a tela do Erro 500 Erro Interno do Servidor ou Error 500 Internal Server Error:




Ou então:


Dá para descobrir o que é? Vou dar a dica: revise seu web.config. "Ah, mas está tudo certo, não sei porque não funciona...". Engano, está errado. Já disse que o IIS 7 é chato, muito chato. O parser dele é muito minucioso e se não estiver nos padrões vai dar problema.

Se você não sabe utilizar bem o IIS e tem medo de alterar uma coisinha ali e outra acolá vou dar a maior dica: saia abrindo cada opção do painel da aplicação até que uma delas acuse um erro de configuração.


Por exemplo, abra o item Documento Padrão. Se ele estiver configurado corretamente então abrirá a próxima tela normalmente. Se tiver algum erro, aparecerá um alerta. Então no web.config você deve corrigir a sessão correspondente. Ficou claro? Saia clicando um a um até que um deles se denuncie podendo então fazer a correção.

O que ocorreu comigo foi que um site que estava no IIS 6 podia colocar a mesma página (index.aspx) como padrão, duas vezes, e não tinha problema. Quando foi para o IIS 7, na qual estava herdando a configuração pai, e foi adicionar a página index.aspx como padrão novamente, ele dava erro e não sabia porquê. Então removi a entrada do web.config e funcionou. Desabilitar a mensagem de erro amigável no navegador vai funcionar (encontrar o erro)? Não. Desabilitar as páginas de erros personalizáveis do IIS vai funcionar (encontrar o erro)? Talvez ou não. Depende muito do ambiente que está configurado e quem está manipulando.

Pronto! Mais um problema solucionado... Vamos testar outro site e... e... e... Erro! Agora aconteceu um erro 404. Mas como? Erro 404 de página não encontrada mas se o caminho está lá? Incrivelmente no IIS do Cloud Server possuem dois Applications Pools do Plesk (e mais outros nativos): Plesk(default)(2.0) e Plesk(default)(4.0). O pool do 2.0 quase nem sempre funciona. E um comportamento anormal é que se você tem um site pai em 2.0 e um filho em 2.0 às vezes pára de funcionar. O "correto" é ter um pai 2.0 ou 4.0 com filho sempre 4.0. Estranho? Pode crer! E onde está o pool do 3.5? Tem que criar na mão mesmo.

Nota: Se você reiniciar o IIS o Plesk pára de vez e não volta:

Você terá que iniciá-lo manualmente. Mas antes terá que iniciar seu pool também (que é muito suspeito):


 Ajeitado uma coisinha ali, outra aqui, vamos testar mais algumas coisas e... e... e... Quase tudo certo. Em questão de funcionalidade (que deveria ser) está quase tudo certo a não ser o funcionamento do bom e velho Crystal Reports. Quem já leu o post de erros do Crystal aqui e aqui nos deparamos com o erro:


O inicializador de tipo de 'CrystalDecisions.CrystalReports.Engine.ReportDocument' acionou uma exceção

ou

The type initializer for 'CrystalDecisions.CrystalReports.Engine.ReportDocument' threw an exception

Cuidado! Esse não é o descritivo do erro. Só com isso não dá para saber o motivo. Faça o debug, log,  exibição da pilha ou na própria tela exiba o erro (sem ter AJAX) que teremos o erro completo. No link dos dois posts anteriores que fiz explica o problema do Crystal na plataforma 64bits e como pode resolver. Só que o problema no meu caso era permissão.


Server Error in '/virtual_directory_name' Application.
Error in File UNKNOWN.RPT:
The request could not be submitted for background processing.
Description: An unhandled exception occurred during the execution of the current web request. Please review the stack trace for more information about the error and where it originated in the code.


Exception Details: System.Runtime.InteropServices.COMException: Error in File UNKNOWN.RPT: The request could not be submitted for background processing.


Os usuários listados abaixo, não tinham permissão na execução de scripts DCOM e gravação em algumas pastas (principalmente as que estão na unidade C):

  • IWAN_plesk(default)
  • IUSR
  • IIS_IUSR
  • NETWORK SERVICE
  • INTERACTIVE

Esses são os usuários que devem ter privilégio (descritos abaixo) nas pastas listadas abaixo:

  • C:\Windows\Temp\ : leitura \ escrita
  • C:\Program Files (x86)\Business Objects\Common\2.8\bin\ : leitura
  • C:\ : leitura

Obs: Para alguns servidores é preciso aplicar o Replace permission entries on all child objects nessas pastas.

Lembrando de reiniciar o IIS e/ou o servidor para recarregar as configurações.

Se estiver trabalhando com Windows Service ou Windows Form e ocorra o erro:


System.IO.FileNotFoundException: Retrieving the COM class factory for component with CLSID {5FF57840-5172-4482-9CA3-541C7878AE0F} failed due to the following error: 8007007e


Basta compilar sua aplicação em x86.

E agora, tudo certo? Até o momento sim. Porque não dizer que está tudo OK? Depois de ter ocorrido todos esses problemas, fica-se receoso com o futuro. Pode ser que ocorra outro problema posteriormente? Sim e irá.

Conforme disse anteriormente, o post não é para dizer mal sobre a Locaweb e/ou Plesk. Acho que eles prestam um serviço adequado para o nível nacional (até uso) contudo são coisas que acontecem que simplesmente poderiam ser sanadas antes de jogar o pepino para o cliente. Se você tiver algum problema desses e sua gerência for pelo cliente, nem adianta pedir que eles vão lhe informar: "o gerenciamento é por conta do cliente e não nos responsabilizamos" ou "a ferramenta (Plesk) é terceirizada e não prestamos suporte.". Enfim, espero que o post ajude a você, cliente e usuário, a corrigir seus problemas/pepinos que ocorrerem. Isso me lembra quando lançou o plug-and-play... a velha piadinha do plug-and-pray (ligar e rezar) não some da cabeça quando ocorre esse tipo de problema. Porque será?

Erros mais frequentes no ASP.NET

Para quem está começando a desenvolver com ASP.NET e se depara com a tela amarela, já deve ficar horrorizado com a linguagem. Diferente das linguagens ultrapassadas, essa tela é muito útil para desvendar os problemas e, posteriormente, corrigí-los.


As telas de erro do ASP.NET mais comuns são aquelas nas quais são exibidas direto o erro para o usuário. Lembrando que já vimos em um post que isso demonstra vulnerabilidade do sistema mas que, a nível de homologação, é utilizável para identificar os problemas, análise da pilha e comportamento do mesmo.

Não vou explicar tudo sobre erros no ASP.NET senão teríamos um grande post de tudo o que ocasiona erros, mas para auxiliar os iniciantes, a Locaweb disponibilizou um tópico nas quais explica os erros mais comuns de programação bem como corrigí-los. Dêem uma lida para conferir... Veja aqui!

Utilizando mensagem de confirmação e executando código de acordo com o que foi clicado na mesma página

Não sei se o título ficou claro com o que eu queria dizer, mas vejamos a seguinte situação:
"Quero colocar uma mensagem de confirmação via code-behind onde irá ser emitida para o usuário e a depender do que ele escolher irá ser processado um certo trecho de código ou outro. Tipo o confirm do JavaScript, só que é executado pelo ASP.NET."

No Code Project tem várias formas de implementação e umas delas me chamou a atenção: o de Yavuz Kucukpetek. Usando AJAX é possível transformar um Panel nessa janela flutuante usando o ModalPopupExtender. Dei uma simplificada no código dele (já informei que não fiz, apenas ajustei) e você podem baixar o controle modificado aqui.

Depois que baixarem o controle, adicione no seu projeto. Vamos lá! Na página que deseja utilizar o controle, registre-o e coloque-o da seguinte forma:

<%@ Register Src="~/inc_ConfirmMessage.ascx" TagName="ConfirmacaoBox" TagPrefix="Thiago" %>


<Thiago:ConfirmacaoBox ID="ConfirmacaoBox" runat="server"></Thiago:ConfirmacaoBox>

No code-behind deverá ficar o seguinte:


    protected void Page_Load(object sender, EventArgs e)
    {
        ConfirmacaoBox.MsgBoxAnswered += Mensagem_Resposta;
    }



    public void Mensagem_Resposta(object sender, inc_ConfirmMessage.MsgBoxEventArgs e)
    {
        if (e.Answer == inc_ConfirmMessage.enmAnswer.OK)
        {
            // Se clicou em OK processa o que deseja
        }
        else
        {
            // Senão processa outra coisa
        }
    }



    protected void ExecutaProcesso_Click(object sender, EventArgs e)
    {
        ConfirmacaoBox.AddMessage("Deseja continuar o cálculo do processo na mesma página?", inc_ConfirmMessage.enmMessageType.Attention, true, true, "");
    }

Pronto! Apenas isso... Vamos às explicações. No Page_Load precisamos informar o método que irá gerenciar as decisões do usuário, por isso informamos o Mensagem_Resposta. Dentro dele irá conter os processos que irão ser executados a depender da escolha. O ExecutaProcesso_Click é o método executado quando clicamos no botão que irá disparar a pergunta.

"Ah Thiago, mas aí é só apenas uma confirmação. E se eu quiser várias interações?"

Simples, basta adicionar outra Caixa de Confirmação para a segunda etapa de decisões chamando-a dentro do processo de decisão da primeira e assim por diante.

Bloqueando apenas um acesso por vez em uma variável de aplicação

Toda aplicação web que trabalhamos raramente pensamos na quantidade de acessos que são realizados simultaneamente em um determinado trecho de código. Um exemplo clássico é uma variável de contador de acessos/visitantes. Armazenamos o valor inicialmente em uma variável de aplicação. Depois quando um usuário acessa, é incrementado em 1. Só que se ao mesmo tempo acessar dois ou mais usuários, eles podem capturar o mesmo valor ou valor defasado e colocar a contagem errada. Veja o exemplo abaixo:


Quando tivemos o acesso simultâneo\paralelo, o valor capturado da variável da aplicação foi colhido pelos dois usuários e o valor armazenado foi comprometido. Para isso devemos bloquear o acesso à variável de aplicação e permitir apenas um usuário por vez executar a soma. Nesse caso, pode-se utilizar o seguinte trecho:


        try
        {
            Application.Lock();
            lock (this)
            {
                // Trecho a ser executado que altera uma variável de aplicação ou bloco crítico
            }
            Application.UnLock();
        }
        catch
        {
            Application.UnLock();
        }


O Application.Lock() irá bloquear o acesso de outros usuários às variáveis de aplicação e depois o Application.UnLock() libera. O lock (this) permitirá apenas o acesso de um único usuário por vez no trecho de código crítico. A combinação dos dois métodos depende muito do que estiver fazendo. Cada caso tem seu respectivo uso. O simples uso do lock (this) pode resolver... Ele é muito usado para evitar deadlocks. No mais, só isso. Recomendo dar uma lida posteriormente nos artigos abaixo: